quando estiver amanhecendo
ou não tão tarde que possa doer
me escreva aquela carta
em papel azul turqueza
ou um poema em guardanapo
onde as palavras não rimem
com saudades nem passado
quando o sol estiver a pino
do lado de dentro do peito
finja que se importa
e ligue a cobrar que eu aceito
não precisa nada dizer
o pensamento dispara e ecoa
no vão da distância
e do tempo que voa
quando chover na sua horta
e florescer aquela flor
que um dia plantei
faz um favor pra mim
dê um punhado de sol e de sombra
cuide com carinho
e guarde como um segredo
daquilo que nunca te dei
daquilo que sempre terei.
Poesia de Karina Lerner, Jan 2010
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1 comentários:
Segredos semeados
nem sempre florescem.
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