flamejando coisas
a minha voltaacendo incêndios
até em cinzeiros
acendo labaredas
em florestas inteiras
a larva do vulcão
em plena erupção
queimo por dentro
a pele do sol
queimo e invento
novas formas de queimar
queimo de fio a pavio
a última ponta
até o terceiro grau
em plena combustão
como vela pra santo
como bruxa na fogueira
da inquisição
queimo
queimo
queimo
me escaldo até restar
palha em meu sangue
cinzas nas veias
ossos em pó
ao me movimentar
viro brasa
até a última molécula
de oxigênio em meu corpo
até quando o mundo
parar de rodar.
Poesia de K Lerner, Ago/2011
Foto de K Lerner, Indonesia, Fev/2010
3 comentários:
Granda bruxa, altamente
Acende,
queima
(por dentro
por fora).
É chama
e chama
por ninguém.
quando?
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